Dayan Paiva
Estive no Mediaon nos dois primeiros dias, aqui em São Paulo, no Itaú Cultural. Conheci várias pessoas, entre elas o grande Marcelo Tas, que fez a abertura para seminário. Como ele mesmo diz, muito instigante, interpretativo e provocador, me fez pensar numa reflexão para os dias de hoje.
Conversando com Michael Rosemblum, percebi que a comunicação, da forma que está organizada, terá mudanças previsíveis durante um curto espaço de tempo.
Não podemos precisar quanto tempo, mas pela experiência da palestra não está muito longe de acontecer, será alguma futurologia?
Não sabemos mesmo o futuro das instituições, e acreditando na iniciativa pessoal, percebo que a situação em que vivemos, com as grandes corporações de mídia, pode sofrer alterações profundas, dentro de suas organizações, ou melhor, teremos uma organização horizontal.
Outro debate que não levei à tona, é a respeito da remuneração do profissional de comunicação.
Por isso faço indagações, de como sobreviver a toda essa transição.
Espero que possamos fazer uma locação para o jornalismo abelha, ou jornalismo cidadão. Mas também que sejamos remunerados a contento.
Pensando nas grande midias, como as G1, da globo, ou mesmo a comunidade do Limão, da qual estavam presentes no segundo dia do seminário, todo o aparato deve mesmo ser substituido ou enxugado. Assim temos que observar nossa adaptação a um sistema novo de trabalho que está por vir.
Sobre o Marcelo Tas, falei da minha esquizofrenia, tive grande atenção dele, conversamos como velhos amigos, eu ele e minha esposa, fiquei muito feliz de vê-lo, pois sou um grande fã de todo o trabalho dele dentro dos anos 80 e 90.
Quanto a Michael Rosenblum, estava com a esposa dele, conversei com alguns verbos da lingua inglesa, percebi que ele entendeu minha proposição e percebi nele aquele tom de que votará mesmo no Barak Obama, não perguntei para ele isso, mas ficou evidente, pois durante algum tempo ele sempre esteve ao lado de All Gore.
Ele, Michael, americano de Nova York têm dado estas palestra, mostrando que na era da comunicação, todos têm o poder da informação, quanto a um meio de vida, ou de ideal.
Mas ficou eminente em minha pessoa, que no Brasil poderemos ter uma certa demora para acontecer uma situação totalmente horizontal, mas caso ocorra, pode gerar um pirâmide invertida para formação da distribuição de renda, quanto aos menos favorecidos, que estejam apostando no campo da comunicação e jornalismo de blogs.
Vamos lá gente ! Não quero tirar o salário do Tas, mas ganhar como ele, ou como qualquer comunicador da televisão, eu também gostaria de ganhar, valeu a ida ao seminário!