Mais informações do evento acessar o blog: http://esquizofrenia.deliriocoletivo.com.br 
DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL
A Federação Mundial da Saúde Mental (FMSM) promove todos os anos o Dia Mundial da Saúde Mental, em 10 de outubro. O tema escolhido para 2008 é Fazer da Saúde Mental uma Prioridade no Mundo.
Os transtornos mentais afetam quase 12% da população mundial (cerca de 650 milhões de pessoas). Eles aparecem em todos os países e atingem pessoas independentemente de idade, classe social, sexo, etnia, etc. Por que, então, a saúde mental não recebe a mesma atenção, investimentos financeiros e respeito que as demais áreas da saúde? De quem é a responsabilidade? O problema é de toda a sociedade. Cada um de nós tem a responsabilidade de lutar contra a discriminação, o preconceito e o estigma que atingem as pessoas com transtornos mentais. A DEFESA DOS DIREITOS dessas pessoas e as AÇÕES NA COMUNIDADE para atendê-las são as chaves para isso.
Os recursos necessários para a atenção em saúde mental incluem política e legislação, financiamento, serviços de saúde mental, recursos humanos e recursos da comunidade: Saúde mental no Brasil
Desde o final dos anos 1980, uma série de transformações vem ocorrendo no campo da atenção emsaúde mental no Brasil. Gradualmente, os grandes manicômiosforam quase totalmente extintos e o númerode leitos hospitalares diminuiu de 100.000 para 37.728 em todo o país. Hoje, no Sistema Único de Saúde (SUS), a atenção em saúde mental se faz por meio deuma rede de cuidados na comunidade que incluem1.202 serviços Caps (Centro de Atenção Psicossocial), residências terapêuticas, o Programa De Volta para Casa, atenção básica e projetos no campo do trabalho, moradia e direitos. No entanto, a cobertura é aindainsuficiente para atender toda a população.Segundo o Ministério da Saúde, 3% da populaçãogeral sofre com transtornos mentais severos e persistentes;6% apresenta transtornos psiquiátricos gravesdecorrentes do uso de álcool e outras drogas; e 12% necessita de algum atendimento em saúde mental, além disso, parte dos leitos em hospitais psiquiátricosesta ocupada com pessoas internadas há mais dedois anos, que aguardam a criação de mais residênciasterapêuticas ou o retorno para suas famílias. As organizações de usuários e familiares têm um importante papel nesse cenário. Cabe a esses grupos a tarefa defazer cumprir os direitos já conquistados, divulgar informaçõessobre os transtornos mentais e os tratamentosdisponíveis e buscar novos canais de diálogocom a comunidade, de modo a envolvê-la cada vezmais na busca comum de uma atenção adequada paraa área de Saúde Mental (Fonte dos dados: Relatórios do Ministério da Saúde).
Política é um marco fundamental, recursosfinanceiros no Brasil, apenas 2,3% do orçamento anual do SUS são destinados paraa saúde mental. A Organização Mundial da Saúde recomenda que 5%do investimento em saúdeseja destinado à saúde mental. Serviços de saúde mental fatores que afetam negativamente o usodos serviços de saúde mental são o estigma e a discriminação que sofrem as pessoas comtranstorno mental. Esseproblema só será vencido quando a maior parte da população se conscientizar de que apessoa com transtorno mental merece respeito e atenção por parte da comunidade. Recursos humanos hoje, o Brasil conta com 5,5 mil psiquiatras, 12,5 mil psicólogos, 12mil assistentes sociais, 3 mil enfermeiros psiquiátricos e 2,5 mil terapeutas ocupacionais, mas há maior concentração em centros urbanos e carência no interior. É preciso valorizar esses profissionais incluindo a qualificação contínua e a formação de novos recursos humanos. Recursos da comunidade, os recursos da comunidade são vitais para proporcionar cuidado mental eficaz. Incluem organizações não governamentais; associaçõesde usuários e familiares; sistemas alternativos de cuidado em saúde; serviços sociais comunitários e reabilitativos; e recursos informais da família, de amigos e de outras redes sociais (Adaptado do textoelaborado pela Federação Mundial da Saúde Mental para o Dia Mundial da Saúde Mental 2008).
Pelo fim do preconceito e da discriminação! legislação mental nas políticas sanitárias é a inclusão de legislação para a proteção dos direitos humanos e civis das pessoas com transtornos mentais.
Em nosso país, a lei 10.216, de 2001, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Entretanto, muito resta ainda a ser feito. Uma das maiores dificuldades diz respeito à fiscalização e controle no cumprimento da legislação.